Como gerenciar EPIs para trabalhadores terceirizados e temporários?

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EPIs para trabalhadores terceirizados e temporários criam desafios únicos de gestão que muitas empresas subestimam.

A alta rotatividade, responsabilidades legais compartilhadas e dificuldade de rastreabilidade transformam o controle desses equipamentos em uma tarefa complexa que pode resultar em multas e acidentes evitáveis.

Ao longo deste conteúdo, você vai descobrir como estabelecer responsabilidades claras, criar controles eficientes de entrega e devolução, implementar sistemas de rastreabilidade e garantir proteção uniforme para todos os trabalhadores independentemente do vínculo empregatício.

Continue lendo até o final para transformar a gestão de EPIs para terceirizados em um processo organizado que protege sua empresa de passivos trabalhistas e garante segurança real para toda a equipe.

Por que o controle de EPIs para terceirizados é mais complexo que para funcionários diretos?

O controle de EPIs para trabalhadores terceirizados apresenta camadas adicionais de complexidade que vão muito além da gestão tradicional de equipamentos.

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Diferente dos funcionários diretos, que mantêm vínculos estáveis e processos padronizados, terceirizados envolvem múltiplas empresas, diferentes contratos e responsabilidades compartilhadas. A principal complicação surge na definição clara de quem responde por cada etapa do processo.

Enquanto funcionários diretos recebem EPIs através de procedimentos internos estabelecidos, terceirizados podem receber da contratante ou da prestadora de serviços, conforme o acordo comercial entre as empresas, mas sempre sem custo para o trabalhador.

A rotatividade extremamente alta desses trabalhadores dificulta o estabelecimento de rotinas consistentes de entrega, treinamento e devolução. Um funcionário terceirizado pode trabalhar apenas alguns dias na sua empresa antes de ser transferido para outro cliente, levando os EPIs ou deixando-os sem controle adequado.

A questão da responsabilidade legal também se torna nebulosa. Em caso de acidente, determinar se a falha foi na escolha inadequada dos EPIs, na falta de treinamento, na ausência de fiscalização ou na má conservação dos equipamentos pode envolver análises complexas entre contratante e contratada.

A padronização de procedimentos entre diferentes empresas terceirizadas que atuam simultaneamente na sua operação exige coordenação constante e critérios unificados. A pergunta que fica é: como estabelecer responsabilidades claras quando cada empresa tem suas próprias práticas internas?

Quais as responsabilidades legais da empresa contratante na gestão de EPIs?

A responsabilidade legal da empresa contratante em relação aos EPIs de trabalhadores terceirizados é mais abrangente do que muitos gestores imaginam. Segundo a legislação brasileira, a contratante não pode simplesmente transferir todas as obligações para a empresa terceirizada e se eximir de qualquer responsabilidade.

Muitas empresas do setor têm descoberto que precisam atender responsabilidades específicas que vão além do simples fornecimento de equipamentos:

  • Fiscalização dos equipamentos fornecidos: Verificar se trabalhadores terceirizados utilizam EPIs adequados aos riscos presentes no ambiente, validando certificação e adequação dos equipamentos para as atividades executadas
  • Treinamento sobre riscos específicos: Mesmo que a empresa terceirizada tenha treinado sobre procedimentos gerais, cabe à contratante orientar sobre particularidades e perigos específicos da sua operação
  • Verificação ativa de conformidade: Não basta exigir no contrato que a terceirizada forneça EPIs, é necessário verificar regularmente se os equipamentos estão sendo utilizados corretamente e em boas condições
  • Responsabilidade perante a lei em acidentes: Em casos de acidentes envolvendo trabalhadores terceirizados, a contratante pode responder de forma subsidiária pelos danos, sendo acionada quando a empresa terceirizada não conseguir arcar com os custos
  • Cumprimento da NR-1: A Norma Regulamentadora 1 obriga a contratante a fornecer informações sobre riscos específicos aos trabalhadores terceirizados, estendendo as medidas de proteção do seu PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) a todos que atuam no ambiente
  • Documentação de cumprimento: Manter registros que comprovem fiscalização ativa e orientações fornecidas, protegendo a empresa em eventuais questionamentos legais

Considere que estabelecer essas responsabilidades de forma clara no contrato é apenas o primeiro passo, mas como garantir que sejam cumpridas na prática do dia a dia?

Como criar controles eficientes de entrega e devolução de EPIs?

Estabelecer controles rigorosos de entrega e devolução é fundamental para manter visibilidade sobre os EPIs em circulação e proteger sua empresa de perdas desnecessárias. O primeiro passo é criar documentação específica que diferencie trabalhadores terceirizados dos funcionários diretos.

Vale considerar que empresas do setor têm obtido resultados positivos com fichas de controle diferenciadas que incluem informações da empresa terceirizada, prazo previsto de permanência na obra e responsável pelo trabalhador na contratada. Essas informações facilitam a cobrança posterior em caso de EPIs não devolvidos.

Para tornar o processo mais eficiente, pode fazer sentido implementar estes procedimentos essenciais:

  • Cadastro obrigatório antes do início das atividades: Todo terceirizado deve passar por um processo de registro que inclua entrega dos EPIs necessários, assinatura de termo de responsabilidade e confirmação de treinamento sobre uso correto
  • Identificação clara dos equipamentos: Use etiquetas, gravações ou outros meios para identificar que aqueles EPIs pertencem à sua empresa, facilitando identificação em caso de mistura com equipamentos de outras contratadas
  • Pontos de controle fixos: Estabeleça locais específicos para entrega e devolução, preferencemente com funcionário responsável presente para conferir estado de conservação e completude
  • Prazo máximo para devolução: Defina tempo limite para retorno dos equipamentos após encerramento do contrato, com cobrança automática dos valores em caso de não cumprimento
  • Registro fotográfico: Documente o estado dos EPIs tanto na entrega quanto na devolução para evitar contestações sobre danos ou desgaste excessivo

A integração desses controles com o sistema da empresa terceirizada também pode trazer benefícios. Quando possível, compartilhe informações sobre entregas e devoluções para que ambas as empresas mantenham registros alinhados.

A pergunta que fica é: mesmo com controles rigorosos, como lidar com a alta rotatividade que pode tornar todo esse processo um ciclo infinito de treinamento e reentrega?

Por que a rotatividade alta compromete a gestão de EPIs?

A rotatividade elevada de trabalhadores terceirizados e temporários cria um ciclo vicioso que compromete gravemente a gestão eficiente de EPIs. Quando funcionários permanecem apenas algumas semanas na empresa, o tempo investido em treinamento sobre uso correto dos equipamentos não se justifica economicamente, levando a orientações superficiais.

O contexto industrial brasileiro torna essa situação ainda mais complexa, especialmente considerando que empresas do setor têm enfrentado dificuldades crescentes para manter equipes estáveis de terceirizados. Setores como construção civil, frigoríficos e metalurgia são particularmente afetados por essa instabilidade, que resulta em uso incorreto dos EPIs, desgaste prematuro por manuseio inadequado e maior probabilidade de perda ou esquecimento dos equipamentos.

O impacto financeiro da rotatividade alta também é significativo para o orçamento de segurança. Cada novo funcionário representa um novo investimento em EPIs que podem não ser totalmente amortizados antes da sua saída.

Um exemplo prático seria calçados de segurança que podem custar centenas de reais e precisam ser fornecidos no primeiro dia de trabalho, independentemente de quanto tempo a pessoa permanecerá na empresa.

A inconsistência nos treinamentos compromete a cultura de segurança organizacional de forma duradoura.

Quando uma parte significativa da força de trabalho está sempre mudando, estabelecer padrões consistentes de comportamento seguro torna-se extremamente desafiador, criando um ambiente onde as práticas de segurança nunca se consolidam completamente.

Considere que essa instabilidade constante não afeta apenas os custos diretos dos EPIs, mas compromete fundamentalmente sua capacidade de acompanhar cada equipamento ao longo de múltiplos usuários.

Como garantir rastreabilidade em equipamentos com múltiplos usuários?

A rastreabilidade de EPIs que passam por múltiplos usuários exige sistemas mais robustos que vão além do controle tradicional de equipamentos individuais. O desafio principal está em manter histórico detalhado de cada equipamento, independentemente de quantas pessoas já o utilizaram.

Uma abordagem eficaz é implementar métodos estruturados que garantam transparência e controle total sobre a movimentação dos equipamentos:

  • Identificação única para cada equipamento: Utilize códigos, etiquetas resistentes ou até mesmo chips RFID em casos que justifiquem o investimento. Essa identificação deve permanecer legível durante toda a vida útil do EPI, resistindo a lavagens e condições adversas
  • Registro completo de movimentação: Documente data de entrega, identificação completa do usuário, empresa responsável, prazo previsto de uso, estado de conservação na entrega e responsável pela conferência
  • Controle sanitário entre usuários: Para equipamentos reutilizáveis como capacetes e cintos de segurança, documente todos os procedimentos de limpeza e inspeção realizados entre um usuário e outro
  • Alertas automáticos para situações críticas: Implemente avisos para equipamentos próximos do vencimento, itens em uso além do recomendado, ou EPIs que não retornaram no prazo estabelecido
  • Integração com controle de acesso: Conecte sistemas de catracas para verificar automaticamente se trabalhadores portam os EPIs obrigatórios para determinadas áreas

Vale lembrar que a rastreabilidade não serve apenas para controle patrimonial, mas também para questões de saúde ocupacional, que é o conjunto de normas e práticas que protegem a saúde dos trabalhadores. Em caso de surtos ou contaminações, rastrear o histórico de uso dos equipamentos pode ser crucial para contenção.

A pergunta que fica é: mesmo implementando sistemas robustos de rastreabilidade, como garantir que todo esse controle não se torne um fardo administrativo que consome mais recursos do que deveria?

Como a Pisebem facilita a gestão de EPIs para terceirizados e temporários?

A Pisebem compreende as complexidades específicas da gestão de EPIs para trabalhadores terceirizados e oferece soluções práticas que simplificam esse processo desafiador.

Com mais de 15 anos de experiência atendendo indústrias com alta rotatividade de pessoal, desenvolvemos expertise para atender essas necessidades específicas. Oferecemos um conjunto abrangente de soluções que tornam a gestão de terceirizados mais eficiente:

  • Estoque à pronta entrega para urgências: Mantemos disponibilidade imediata de calçados de segurança, capacetes, luvas, proteção auditiva, proteção respiratória e vestimentas de proteção em diferentes tamanhos para atender trabalhadores que chegam com urgência
  • Consultoria em procedimentos de controle: Nossa equipe orienta sobre melhores práticas de documentação, tipos de EPIs mais adequados para alta rotatividade e estratégias comprovadas para reduzir perdas
  • Kits padronizados por função: Criamos kits pré-definidos de EPIs por atividade, facilitando entregas rápidas e garantindo que novos terceirizados recebam exatamente os equipamentos necessários
  • Logística nacional eficiente: Atendemos todo o Brasil com entregas rápidas mesmo para canteiros ou unidades distantes, mantendo prazos competitivos e rastreamento completo
  • Documentação técnica completa: Fornecemos Certificados de Aprovação válidos, notas fiscais detalhadas e materiais educativos que facilitam auditorias e comprovam conformidade legal

Nossa parceria vai além do fornecimento de produtos, oferecemos suporte contínuo para estabelecer processos eficientes de gestão que protegem sua empresa de passivos trabalhistas. A experiência acumulada em mais de 15 anos atendendo diversos setores industriais garante que você receba orientações práticas e testadas no mercado.

Considere que todos esses desafios de gestão, rastreabilidade e controle podem ser simplificados quando você conta com um fornecedor que entende exatamente o que sua operação precisa, não é verdade?

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Gerenciar EPIs para trabalhadores terceirizados e temporários não precisa ser um processo caótico e custoso quando você conta com o fornecedor adequado. A Pisebem oferece não apenas equipamentos certificados, mas todo o suporte necessário para estabelecer controles eficientes e manter sua empresa protegida legalmente.

Não deixe a alta rotatividade comprometer a segurança da sua operação ou expor sua empresa a riscos desnecessários. Com nossa experiência e estoque sempre disponível, você garante proteção adequada para todos os trabalhadores, independentemente do vínculo empregatício.

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